Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Projecto Criarte/Memória dos Espaços - Fonte das Fontaínhas

 

DESIGNAÇÃO: Fonte das Fontaínhas

LOCAL/ENDEREÇO: Rua das Fontaínhas

FREGUESIA: Caneças

PATRIMÓNIO classificado

CLASSIFICAÇÃO: Interesse Municipal

LEGISLAÇÃO: 17ª Reunião Ordinária de 8 de Setembro de 2004 da Câmara Municipal de Odivelas

ZONA DE PROTECÇÃO: Não

PROTECÇÃO: A definição de património cultural abrange os "valores da memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade" (Lei n.º 107/2001, art.º2º, n.º3). As fontes de Caneças constituem um conjunto coerente de uma vivência colectiva de determinada população, que subsistia, na sua maioria, com actividades ligadas à água.

Uma das finalidades de protecção do património cultural que se coaduna com esta proposta está descrita no artigo 12.º, alínea b: Verificar a identidade cultural comum da Nação Portuguesa e das comunidades regionais e locais a ela pertencentes e fortalecer a consciência da participação histórica do povo português em realidades culturais de âmbito transnacional;"

Segundo os critérios de apreciação estipulados na lei 107/2001, artigo 17.º, têm a sua aplicação os seguintes:

alínea d):"o interesse do bem como testemunho notável de vivências ou factos históricos;"

alínea f):"a concepção arquitectónica, urbanista e paisagista";

alínea g): "A extensão do bem e o que nela se reflecte do ponto de vista da memória colectiva;"

alínea i)" as circunstâncias susceptíveis de acarretarem diminuição ou perda da perenidade ou integridade do bem".

BENS IMÓVEIS: Conjuntos

BENS MÓVEIS:

FUNÇÃO DE ORIGEM: Comercialização e abastecimento de águas à região de Lisboa

FUNÇÃO ACTUAL: Sem função

ENQUADRAMENTO: O primeiro local de Caneças a fornecer água fresca e onde os aguadeiros iam encher as bilhas de barro, era uma gruta. A fonte das Fontaínhas nascida na Ribeira das Águas Livres, ficou, depois da construção do Aqueduto com o mesmo nome, reduzida a uma nascente e a uma pequena ribeira, que foi lavadouro público.

A fonte foi construída com pedras do alto de Caneças que, juntamente com a verdura natural, lhe dá um aspecto bonito e simples.

A sua construção é do ano de 1888. O início da exploração da Fonte das Fontaínhas foi em 1910.

Após a conclusão das obras de beneficiação e recuperação foram incorporados um parque de merendas, um parque infantil, instalações sanitárias e um parque de estacionamento.

DESCRIÇÃO GERAL E PORMENORES IMPORTANTES: No muro esquerdo de acesso à fonte encontram-se nove painéis azulejares (autoria de Eduarda Filó) datados de 1920/30 que se reportam às profissões da época com maior relevância em Caneças (ex. lavadeira, aguadeiro)

CONSERVAÇÃO: Razoável

ÉPOCA: Finais séc. XIX (1888)

SINTESE HISTÓRICA E ARQUITECTÓNICA: A Sociedade Farmacêutica Lusitana publicou, em 1842, um parecer sobre as águas da localidade de Caneças, nomeadamente do sítio de Val de Camarões, "as águas são límpidas, incolores, inodoras, de sabor férreo (...) são recomendadas como tónicos e reconstituintes, no tratamento de anemias, chloroses e nas convalescenças" (Jornal da Sociedade Pharmacêutica, Tomo II, p. 164). Para além destas qualidades são também bicarbonatas, sódicas, alcalinas, sulfatadas e cálcias. São benéficas para a cura de doenças da bexiga, fígado, rins, estômago e diabetes. Devido às características das águas foram criadas empresas que fizeram a sua exploração comercial durante muitos anos. Todas elas se localizam em sítios aprazíveis, embelezados ainda mais com a construção das fontes. Dependentes da exploração das águas surgiu uma outra indústria, que foi a do fabrico de bilhas de barro, que serviam para o transporte da mesma. Esta fonte encontra-se inserida no fundo de dois muros de alvenaria, no interior de um arco de volta perfeita, encimado pelo nome da fonte:"Fontaínhas" e um modesto painel de embrechados de cerâmica com a representação de uma bilha castanha sobre fundo verde.

ARQUITECTURA: Civil

ESTILO ARQUITECTÓNICO: sem estilo

PERIGOS EVENTUAIS: Não

POTENCIALIDADES ESPECTÁCULOS: Não

OBSERVAÇÕES: sem restrições à divulgação da informação

BIBLIOGRAFIA: AA.VV, Dicionário Coreográfico de Portugal Continental e Insular, vol I, pp. 534.

Loures Magazine (1992) "Lavadeiras de Caneças - Recordar uma Época".

Vaz, Maria Máxima (2001) Fontes e Chafarizes, in O Concelho de Odivelas. Memórias de um Povo, Comissão Instaladora do Município de Odivelas, Odivelas, Novembro.

Vaz, Maria Máxima (1986), Património Histórico-Artístico, in Loures. Tradição e Mudança. I Centenário da Formação do Concelho de Loures 1886-1986, vol. I, Loures.

http://www.cm-odivelas.pt/Extras/Patrimonio/detalhe.asp?id=4

publicado por tecnicodesign10m às 16:09
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